Banner de Profundidade

Profundidade na comunicação visual

© Texto de João Werner

Produzir a ilusão da profundidade em uma superfície plana foi uma conquista do Renascimento.

O ponto de fuga foi, talvez, um dos mais conhecidos conceitos utilizados não apenas para representar a profundidade em uma composição visual, mas, também, como princípio para organizar formas.

Exemplo de perspectiva construída com um ponto de fuga, central. As linhas que recuam para o fundo convergem todas para este ponto.

Grosso modo, a tendência na percepção é a de que as linhas horizontais que se distanciam do observador convirjam todas para os pontos de fuga.

Evidentemente este é apenas um efeito óptico, sem respaldo na realidade. Todos sabemos que as linhas de um prédio permanecem horizontais e paralelas, por exemplo, mas vemos linhas diagonais e convergentes. Romper este saber para representar a ilusão que se percebe é uma das maiores dificuldades para quem começa a aprender a técnica de desenho da perspectiva.

Evidentemente, pode-se utilizar tantos pontos de fuga quantos se queira. Freqüentemente, entretanto, restringimos a quantidade de pontos de fuga a no máximo 3.


Acima vemos uma composição que se utiliza de dois pontos de fuga.

Perspectiva com três pontos de fuga, dois nas laterais e um terceiro ao alto.
capa do livro "A figura na Comunicação Visual" Venda do livro "Ensaios sobre arte e estética" na Amazon Livro de visitas O que ler? Sala de Imprensa Exponha sua arte Últimas notícias Newsletter Banners