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Produzir a ilusão da profundidade em uma superfície plana foi uma conquista do Renascimento. O ponto de fuga foi, talvez, um dos mais conhecidos conceitos utilizados não apenas para representar a profundidade em uma composição visual, mas, também, como princípio para organizar formas. Grosso modo, a tendência na percepção é a de que as linhas horizontais que se distanciam do observador convirjam todas para os pontos de fuga. 

Exemplo de perspectiva construída com um ponto de fuga, central. As linhas que recuam para o fundo convergem todas para este ponto.
Evidentemente este é apenas um efeito óptico, sem respaldo na realidade. Todos sabemos que as linhas de um prédio permanecem horizontais e paralelas, por exemplo, mas vemos linhas diagonais e convergentes. Romper este saber para representar a ilusão que se percebe é uma das maiores dificuldades para quem começa a aprender a técnica de desenho da perspectiva.
Evidentemente, pode-se utilizar tantos pontos de fuga quantos se queira. Freqüentemente, entretanto, restringimos a quantidade de pontos de fuga a no máximo 3.

Acima vemos uma composição que se utiliza de dois pontos de fuga.

Perspectiva com três pontos de fuga, dois nas laterais e um terceiro ao alto.

 

   

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