Luz e trevas tem seu lugar na antropologia da comunicação
visual através da luminosidade. Toda uma simbologia mística revela-se na
arte através da luminosidade. Céu e inferno, assim como a luz da
espiritualidade podem ser representadas simbolicamente através do
derramar da luz sobre os seres em uma obra de arte. A representação da
luminosidade rendeu alguns dos mais tocantes momentos das artes. Foi
responsável pelo delicado chiaroscuro da Monalisa de
Leonardo, assim como pelos profundos retratos de Rembrandt.Nas obras
destes artistas, a luz parece retirar a figura das trevas como Orfeu
trouxe Eurídice do Hades.
Rembrandt, O banho de Betsabá, 1654,
óleo sobre tela, 142x142 cm, Museu do Louvre, Paris. Mestre do
claro-escuro, Rembrandt mergulhava as figuras nas trevas, de onde
eram destacadas por uma luminosidade mais espiritual que material.
As tonalidades de uma comunicação visual
podem ser unificadas pela presença de um foco de luz ou, ao contrário,
as tonalidades podem estar presentes apenas como meros contrastes.
Na ilustração, a técnica de se
representar as sombras dos objetos a partir de sua iluminação por
apenas um foco de luz. O foco de luz orienta a direção de todas as
sombras, as quais deverão ser coerentes entre si.
Exemplo de um ornamento onde há
diferenças de tonalidade sem que estas diferenças tenham sido articuladas
pela presença de um foco de luz.
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