A combinação de cores em uma mensagem visual sempre foi
uma preocupação para artistas, designers e comunicadores. A questão é: como
chegar a um conjunto de cores que transmita o clima emocional pretendido?
Uma das mais práticas abordagens é demonstrada pelo artista e teórico brasileiro Israel
Pedrosa no livro Da cor à cor inexistente (1).
Pedrosa parte do conhecido instrumento círculo
de cores. No exemplo acima, nosso círculo de cores limita-se a 12 cores,
mas podemos encontrar círculos mais completos como o utilizado pelo Corel
Draw!, que trabalha com 360 cores.
A teoria de harmonização exposta por Pedrosa consiste em projetar sobre o
círculo de cores uma figura geométrica simples, de modo a obter duas ou mais
cores que estejam em correspondência com aquela figura. Em nosso exemplo,
projetamos a figura geométrica de um triângulo eqüilátero, isto é, uma figura
geométrica cujos ângulos internos sejam congruentes, de 60º cada um. Esta figura
vai nos possibilitar selecionar três cores do círculo de cores, que distam
120º entre si.
Se quisermos trabalhar com
quatro, cinco ou seis cores, deveremos projetar outras figuras geométricas
sobre o círculo de cores, tais como quadrados, pentágonos ou hexágonos.
Seguindo um paralelo com a música, Pedrosa nomeia esta harmonia de assonante.
É uma harmonia que tem a peculiaridade de selecionar no círculo das cores as
três cores-pigmento primárias, vermelho-amarelo-azul ou as três
cores-pigmento secundárias, verde-violeta-laranja, entre outras. É uma
harmonia de grande vivacidade embora, dependendo da quantidade empregada de cada
cor, possa também ser bastante equilibrada, pois contém as três matrizes
dominantes do espectro cromático.
(1) O livro da
cor à cor inexistente teve (felizmente) várias edições. O exemplar que
possuímos é a 5ª edição, dado à lume pela Editora da Universidade de
Brasília e a Léo Christiano Editorial do Rio de Janeiro.
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