Um exemplo de arranjo de objetos em que
predomina a cor amarela. Estas combinações de objetos são muito comuns nas
decorações caseiras e revelam uma busca de harmonizar esteticamente os
elementos da vida cotidiana.
São possíveis quatro diferentes modos de conceber a estética.
Primeiro, uma estética praticada no dia a dia, indissociável da experiência de todos e que é usufruída nos prazeres dos sentidos. É praticada quando ornamentamos o corpo, quando decoramos a nossa casa, quando escolhemos o que consumir imaginariamente na televisão.
Em segundo lugar, há uma estética aplicada, a qual é decorrente da produção industrial. É voltada para a qualificação estética do produto de
consumo. Visa agradar sensorialmente o consumidor, dar-lhe alimento
imaginário, seduzi-lo.
Em terceiro lugar, há uma estética da atividade artística, própria das obras da cultura - pintura, escultura etc. É uma estética não apenas da produção das obras de arte mas, também, da fruição delas. Esta estética pode, muitas vezes, ser
experimental, propondo novos modos da sensibilidade.
Finalmente, há uma estética filosófica, a qual tenta explicar aquelas outras experiências estéticas, dar sentido coerente às diversas
vivências. Entretanto, ela própria pode tornar-se fonte de prazer. Isto ocorre quando apreciamos a beleza e harmonia de uma idéia em um texto filosófico.
Um exemplo de embalagem ornamentada. A função do
produto não é alterada, mas o apelo visual é sem dúvida intenso e agradável.
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