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Conceitos da Estética

© Texto de João Werner


A estética é definida a partir do encontro entre um sujeito experimentador e um objeto experimentado.

O sujeito experimenta o objeto estético como uma qualidade de sentimento. Para esta experiência, não interferem aspectos racionais ou cognitivos. A percepção estética é uma forma peculiar de atenção, sensível e afetiva.

Além disso, a experiência estética ocorre independentemente de determinações do sujeito tais como o seu nível sócio-econômico ou o seu nível de escolaridade.

O objeto estético, por outro lado, pode ser definido a partir de certas qualidades que possua, apreendidas pela atenção do sujeito. As obras de arte são objetos estéticos privilegiados, mas não são os únicos a merecer a atenção estética de alguém. Qualquer elemento da natureza ou mesmo um produto industrial também pode ser considerado estético.

A função estética é independente de outras funções que o objeto possa ter. Uma espada, por exemplo, tem uma função militar, mas pode ser apreciada, também, pelas suas linhas elegantes e desenho "enxuto".

As outras funções em um objeto não contribuem para a apreciação estética, mas podem interferir com ela. Quando olhamos para a bela fachada de um edifício, por exemplo, pode nos causar desprazer e desatenção sabermos que todos os elementos arquitetônicos presentes são "falsos", construídos de estuque e não de pedra como houvéramos sido levados a crer.

Na tradição dos estudos sobre estética, os conceitos foram separados nestas duas rubricas principais. Alguns conceitos como o "Gosto", o "Prazer" ou a "Empatia" referem-se principalmente à experiência do sujeito. Já conceitos tais como o "Belo", o "Sublime" ou o "Grotesco" referem-se à características presentes no objeto.

Origem da estética

Segundo o autor Leroy-Gourhan, as primeiras manifestações estéticas de que se tem notícia situam-se em, aproximadamente, 50.000 a.C., com a descoberta em cavernas, por arqueólogos, do almagre, um tipo de argila avermelhada.

almagre
Depósito de almagre em um extrato geológico. Nestas fontes, nossos ancestrais coletavam a argila vermelha.
fonte: Universidad de Castilla - La Mancha.

Esta argila não é encontrada naturalmente nestas cavernas e podemos supor que tenha sido levada lá por nossos ancestrais. A mais provável razão para isso é que, dada a sua intensa pigmentação vermelha, supomos que era usada para produzir pinturas corporais ou em paredes.

Isto é, a decoração que era possibilitada por esta argila é, comprovadamente, uma atitude estética.

Além do almagre, por outro lado, podemos encontrar, em sítios pré-históricos, diversas formas bizarras, tais como conchas, cristais, etc. Como não há uma função aparente para estes objetos, podemos supor que nossos ancestrais coletavam-nos pela fascinação que estes objetos provocavam.

Bisão pintado na caverna de Altamira
Pintura com almagre de um bisão, feita nas paredes da caverna de Altamira.
fonte: Museo Nacional y Centro de Investigación de Altamira, Espanha.
concha perfurada de Caverna de Chauvet-Pont d'Arc, França
Concha perfurada, encontrada na caverna de Chauvet-Pont d'Arc, França. Supõe-se que era usada como uma jóia ornamental.
fonte: Ministère de la Culture et de la Communication, França.
conchas perfuradas de Caverna de Chauvet-Pont d'Arc, FrançaConchas perfuradas encontradas na caverna de Chauvet-Pont d'Arc, França.
fonte: Ministère de la Culture et de la Communication, França .
pedra perfurada
Pedra pre-histórica perfurada, encontrada na Caverna de Chauvet-Pont d'Arc, França.
fonte: Ministère de la Culture et de la Communication, França.

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