Conceito estético da "Imaginação"

© Texto de João Werner


A imaginação é o poder que tem a mente em evocar ou produzir imagens, muitas vezes independentemente da presença dos objetos aos quais estas imagens se referem.

A maioria de nós dispendemos grande parte do nosso dia-a-dia nas vivências imaginárias.

A origem do imaginário está, por exemplo, nos sonhos, onde vivemos as mais diversas situações, impossíveis e extraordinárias; nos desejos, onde a imaginação nos traz à mente, com insistência, o objeto desejado; nos estados de consciência alterados por produtos alucinógenos.

A oferta de imaginário para o consumo cotidiano é uma das indústrias mais rentáveis contemporaneamente, a indústria do entretenimento.

Quando somada à paixão, a imaginação pode adulterar o senso de realidade com o qual ancoramos nossa consciência ao convívio alheio, produzindo os mais diversos estados psicóticos. O mito é fruto da imaginação e também uma sua fonte.

Definições

As imagens produzidas pela imaginação podem ser tanto similares às percepções que nós temos no dia a dia como, ao contrário, totalmente distintas. A percepção nos fornece "material", porém a imaginação não está restrita apenas ao que nós vemos. Nós temos o potencial de imaginar objetos para além da realidade, e parte da definição de criatividade advém justamente deste potencial.

Os objetos imaginados podem ser uma recombinação de objetos vistos, misturando-os em suas partes. Ou, então, a imaginação pode criar imagens que ampliem ou refutem a realidade, tais como, por exemplo, os super-heróis das histórias em quadrinhos que voam, em discordância com a experiência que temos da gravidade. Ou mesmo, e isso é mais raro, nossa imaginação pode criar imagens que são totalmente diferentes de tudo o que já havíamos imaginado antes sobre o real. Isto é o que ocorre com as grandes descobertas científicas e artísticas.

Sereia
"Sereia de Canosa", c. 340-300 a.C., terracota,
fotografia de Luis Garcia,
Museu Nacional de Arqueologia da Espanha,
fonte: Wikipedia,
licença de uso: CC BY-SA 3.0.

Além disso, a imaginação ocorre livremente em nossos sonhos mas, pode ocorrer, também, durante a vigília. Os denominados devaneios são sonhos que temos quando acordados. Por exemplo, existem profissões para as quais produzir imagens mentais é fundamental, tais como algumas áreas da ciência, da engenharia, das artes etc.

Por outro lado, as imagens que nós produzimos podem ser facilmente percebidas como fictícias, mas, também, pode ocorrer destas imagens serem acreditadas como fidedignamente reais. Certas psicopatologias, tais como as neuroses e as psicoses, por exemplo, se caracterizam pela perda, pelo paciente, da distinção entre o que é real e o que é apenas imaginado.

Por fim, existe um imaginário tanto objetivo quanto subjetivo. Aquilo a que eu imagino em meu íntimo é de cunho subjetivo, individual. Mas, aquilo à que chamamos de cultura é a imaginação objetiva. A imaginação individual é objetivada quando é convertida em livros, filmes, pinturas, teorias científicas, projetos de engenharia etc. Mesmo as fábulas e estórias contadas às crianças pequenas, por exemplo, descrevem imagens e situações imagéticas, as quais foram imaginadas por alguém, um dia. A imaginação subjetiva é irrigada pela imaginação objetiva.

Seres mitológicos, tais como as sereias, por exemplo, são habitantes do imaginário coletivo, objetivo, portanto. São uma mistura grotesca de partes reais de vários seres, especialmente a cauda de um peixe somada a um tronco humano. Além disso, muitos acreditam em sua existência até hoje, embora não tenham sido encontrados quaisquer evidências de sua existência.

As origens da imaginação

Quando falamos de origens da imaginação, falamos não apenas do seu início histórico em um passado longínquo mas, também, de sua origem frequente em nosso dia a dia. Aquilo que motivou, lá na prehistória longínqua, o início do fluxo de imagens mentais em nossos ancestrais pode ser, até hoje, uma fonte eficiente de imaginário.

A imaginação ainda não foi identificada, claramente, em animais, mesmo primatas. Isto é, não podemos afirmar que os animais imaginem. Quem possui um cachorro, entretanto, sabe que os cães sonham. Mas, não sabemos se os sonhos que os cães têm, repetem-se como imagens mentais em sua vigília.

Um cachorro sonhando

Isto implica em supor que, imaginar, talvez seja uma capacidade própria de cérebros mais evoluidos. É de supor, também, que os nossos ancestrais tenham desenvolvido a habilidade de imaginar simultaneamente ao desenvolvimento das outras habilidades superiores de seus cérebros.

Uma das experiências de nossos ancestrais que pode ter provocado a assunção da imaginação são os objetos ou seres vivos cuja morfologia é incomum ou inusitada. Animais que nascem com defeitos morfológicos, tais como os bezerros que nascem com duas cabeças ou, também, plantas distorcidas pela ação do vento.

Árvore bizarra
"Dracaena draco", árvore das Ilhas Canárias,
fonte: A Parede.
Bezerro com duas cabeças
"Bezerro com duas cabeças",
fotógrafo: Marcus Nunes.
fonte: flickr.
licença de uso: CC BY-SA 2.0.

Estas anomalias cativam a atenção e propiciam uma evocação posterior. Isto é, a visão destes seres é tão pregnante que me lembrarei deles, mesmo depois de não estar mais em sua presença. Isto é imaginação, quer dizer, estes seres são trazidos à mente, evocados através de imagens.

Além disso, estes seres incomuns provocam uma indagação sobre a razão de sua existência, isto é, pergunto-me "porque eles são assim?". Embora uma resposta à esta questão só a ciência possa nos dar, fazer esta indagação nos leva a uma outra experiência originária da imaginação.

A segunda origem da imaginação é a experiência da morte. Quando falecem pessoas de nossa estima, a saudade que sentimos nos leva a evocar a sua imagem através do pensamento. Eu imagino a presença dos falecidos, o que pode me trazer a sensação de conforto e segurança.

Corot, Orfeu
Jean-Baptiste Corot, "Orfeu trazendo Eurídice do submundo", (1861), óleo sobre tela, Museu de Belas Artes de Houston.
Fonte: Wikipedia.
Licença de uso: domínio público.

Além disso, recusamo-nos a aceitar que, com a sua morte, cesse a existência daquele ser. Por isso, elaboro, imaginativamente, uma "continuidade" de sua existência em outros mundos, os quais não vejo diretamente, mas posso imaginá-los. Os gregos, por exemplo, acreditavam no Hades, para onde iam os mortos. Os egípcios antigos acreditavam, também, que a alma dos mortos poderia chegar à uma vida pos-morte.

O mito grego de Orfeu e Eurídice é um exemplo. Orfeu casa-se com Eurídice, uma mulher belíssima. Fugindo de um assediador, Eurídice cai sobre uma serpente, é picada e morre. Inconsolável, Orfeu desce ao Hades em busca de Eurídice. Usando de seu canto inebriante, consegue ludibriar a todos e tirar Eurídice de entre os mortos. Entretanto, ele não deveria olhar para ela até que ambos estivessem sob a luz do sol. Quase ao final de sua fuga, Orfeu olha por um breve momento para certificar-se de que ela o estava seguindo. Neste instante, Eurídice volta a se tornar um fantasma.

Outras duas fontes da imaginação são os sonhos e os estados alterados de consciência.

Os sonhos, não apenas ocorrem durante o nosso sono mas, também, podem ser rememorados no dia seguinte. Posso evocá-los novamente, através da imaginação, quando estou em vigília.

Há muitos sonhos famosos, registrados pela história, tais como, por exemplo, o sonho de Constantino, imperador romano. Segundo a lenda, Constantino sonhou com uma cruz na noite anterior à batalha da ponte Mílvia. Ele mandou pintar a cruz nos escudos de seus soldados e, depois, na batalha, tornou-se vitorioso. Com isso, Constantino tornou o cristianismo a religião oficial do Império Romano.

Na Bíblia, também, encotramos a descrição de vários sonhos significativos. Por exemplo, em Gênesis 41, há a descrição do sonho do Faraó Egípcio com as sete vacas magras que devoravam sete vacas gordas. Um jovem servo judeu, José, é convocado para desvendar o mistério do sonho do Faraó. José interpreta que o Egito passaria por sete anos de fartura, seguidos por sete anos de escassez. Assim, segundo José, o Faraó deveria poupar nos anos de fartura para arcar com os custos dos anos ruins. Assim o faraó fez, e assim, de fato, ocorreu, segundo a Bíblia.

Por outro lado, os estados alterados de consciência são patológicos ou induzidos. Há algumas patologias que produzem visões e alucinações, tais como as psicoses e a esquizofrenia. Vêm-se, convictamente, coisas e seres que não existem. Um estado febril intenso também pode provocar visões e delírios.

Outros estados alterados de consciência são induzidos, ou pela recitação contínua de cantos e danças ou pela ingestão de substâncias psicotrópicas ou, ainda, pela combinação das duas. Uma das mais conhecidas formas de obter a exacerbação imaginativa é através da dança dervixe. Através do rodopio constante, os praticantes desta religião, conhecidos como sufis, entram em um transe místico, onde podem ocorrer visões. Uma outra religião, brasileira, que  recorre à ingestão de substâncias psicotrópicas é a conhecida Santo Daime. Bebericando uma mistura de plantas psicodélicas, os praticantes desta religião têm visões místicas.

Cerimônia do Santo Daime
"Ritual dos seguidores do Santo Daime, no Acre",
fonte: A cultura acriana.
Dervixes de Istambul
"Dervixes rodopiantes em Istambul",
foto de Josep Renalias,
fonte: Wikipedia.
Licença de uso: CC BY-SA 3.0.

Por fim, cabe destacar uma das mais importantes fontes contemporâneas da imaginação que são os meios de comunicação de massas, especialmente a televisão. A novela das 9h, por exemplo, nos leva a imaginar, no dia seguinte, qual será o desfecho daquela trama, qual será o destino deste ou daquele personagem etc.

A imaginação se originou em algum momento da história humana e desenvolveu-se em paralelo com o desenvolvimento das funções cognitivas superiores. (ver este tópico na Wikipedia).

Entretanto, das funções superiores, tais como a memória e o raciocínio lógico, por exemplo, a imaginação é a mais permeável. Isto é, é mais fácil alguém absorver mentalmente uma imagem do que um argumento lógico. Isto é óbvio quando nos lembramos que nós consumimos muito mais a programação da televisão do que livros de filosofia.

A imaginação é volúvel, e alimenta-se constantemente, das fontes as mais diversas. Em tese, qualquer objeto do mundo pode se tornar origem da imaginação.

Imaginação e a projeção emocional

Nos exemplos anteriores, ficou clara uma associação direta entre a imaginação e a emoção. As imagens que evocamos na mente podem ser motivadas por uma emoção ou serem simultâneas à ocorrência de uma emoção. A emoção que causa (ou acompanha) a imaginação pode ser o desejo, ou as aspirações, o amor, as angústias, os temores, a raiva etc.

Cartaz do filme A hora do pesadelo
Cartaz do filme "A Nightmare on Elm Street" ("A hora do pesadelo"), 1984.
Diretor Wes Craven.
Distribuição New Line Cinema
fonte: Wikipedia.

Da pessoa amada, por exemplo, carregamos constantemente uma imagem sua em nossos pensamentos. Ou, também, depois de assistirmos um filme de terror, em nosso quarto, imaginamos monstros atrás de cada sombra, etc.

Este é um fator fundamental nos estudos da imaginação.

Quando o imaginário (seja ele objetivo ou subjetivo) me provoca sentimentos, diz-se que ocorre uma projeção. Isto é, eu projeto meus sentimentos em uma imagem. Eu posso sentir afeição, carinho, cólera, antipatia, etc. pelos personagens ficcionais. A imagem, que, obviamente, não é a coisa real, pode ser o receptáculo de meus sentimentos, tanto quanto a coisa real. Se você colou o retrato de seu time de futebol na parede de seu quarto, e olha para essa foto e sente orgulho e felicidade, então você está projetando estes sentimentos na foto.

Por outro lado, este processo de projeção é tão intenso que, muitas vezes, as pessoas podem perder a noção óbvia de que existe um ator interpretando um personagem e dirigem, a este ator, o ódio ou o amor que dedicam ao personagem. Muitos atores já relataram experiências similares, qual seja, de serem ameaçados por causa de personagens. Por exemplo, na série Breaking Bad, a atriz Anna Gunn foi ameaçada por fãs por causa de sua personagem, a dona de casa Skyler White. Também a atriz  Laurie Holden, que interpreta a personagem Andrea em The Walking Dead, foi ameaçada por fãs devido a projeções emocionais acerca de seu personagem.

O principal sentimento associado contemporaneamente à imaginação é o divertimento, entretenimento. Para se compreender a dimensão desta característica emocional de nossa época, é preciso lembrar que, parte de nossa cultura é tratada com muita seriedade, por muitas pessoas.

Por exemplo, durante o século VIII e IX, houve uma violenta guerra no Império Bizantino, motivada pela presença e adoração de imagens de personagens bíblicas cristãs em igrejas. A guerra ficou conhecida como Iconoclasta. Um grupo de cristãos admitia a decoração das igrejas, enquanto que outro grupo era contrário. Esta foi uma guerra motivada pela imaginação e seus efeitos, pois o partido contrário às imagens dizia que, entre outras coisas, a decoração das igrejas era um incitamento à luxúria da mente, um incitamento ao pecado.

Mesmo em nossos dias, infelizmente, vemos o brutal ataque terrorista islâmico contra a sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris, por este ter publicado charges do profeta islâmico. As imagens satíricas foram levadas tão a sério pelos terroristas que eles executaram cruelmente os artistas. Ou, também, a destruição, pelos islâmicos, de importantes centros arqueológicos na Síria e no Iraque.

Palmira, antes da barbárie
"Templo fortificado de Baal Shamin, em Palmira", Síria,
fotógrafo: Zeledi
foto feita antes da barbárie
fonte: Wikipedia,
licença de uso: CC BY-SA 3.0.
Palmira, após a barbárie
Palmira após a barbárie
fonte: Jornal Tevhidi Gündem.



Esta "seriedade e rigor" no trato com os produtos da imaginação, e que beira as raias da paranóia, é o avesso do sentimento com que abordamos a cultura contemporaneamente. A concepção atual é a de que a maioria dos produtos da imaginação servem apenas como diversão, isto é, sem qualquer comprometimento. Um passa-tempo, e só. Ri-se do que tem graça, chora-se com o que entristece, e só.

Claro que esta atitude não nivela toda a cultura pela régua do entretenimento. Mas, espera-se maturidade para dar a cada imagem a sua devida medida. Lê-se Dostoievsky como entretenimento mas, também, sabe-se que se está diante de um profundo monumento literário à alma humana.

Por outro lado, a imaginação também pode ocorrer desprovida de emoção. É o que ocorre na serendipidade, isto é, os processos de descoberta científica. Estes processos, embora envolvam muita emoção após a descoberta, podem se dar, através da imaginação, sem qualquer intervenção emocional.

Um destes casos mais famosos é o da descoberta da fórmula do benzeno por Kekulé. Após pesquisar por muitos anos uma solução para o problema de figurar o benzeno, Kekulé, certa noite, adormeceu a lado da lareira. Sonhou com uma cobra que mordia a própria cauda. Ao acordar, recordando-se do sonho, percebeu que esta poderia ser uma figura que explicasse a configuração do elemento químico.

O desenvolvimento de projetos arquitetônicos e de engenharia também necessitam de etapas imaginativas que não envolvem qualquer aspecto emocional.

A imaginação e seus arquétipos

Embora a imaginação seja caótica e imprevisível, podemos identificar alguns padrões básicos que se repetem, tanto na imaginação objetiva quanto na subjetiva. Estes padrões são denominados de arquétipos.

O martírio de Tiradentes
Um herói brasileiro, Tiradentes.
Aurélio de Figueiredo, "Martírio de Tiradentes", 1893, óleo sobre tela, 57 x 45 cm.,
Museu Histórico Nacional,
fonte: Wikipedia,
licença de uso: domínio público.

Um destes arquétipos é a figura do herói ou heroina.. É um personagem que enfrenta imensas condições adversas e, com habilidades incomuns e esforço sobrehumano, as supera. Ulisses, por exemplo, dotado de grande astúcia, consegue enfrentar monstros e adversidades para retornar à Grécia após a guerra de Tróia. Joana d'Arc lidera o exército francês na luta contra a dominação inglesa. Gandhi lidera a Índia contra a dominação britânica. Todos estes são heróis em suas respectivas épocas.

Entretanto, devemos separar as ocorrências heróicas da vida comum das situações arquetípicas vividas na imaginação. Evidentemente, o heroísmo ocorre em nossas vidas comuns. É o bombeiro que arrisca a vida para salvar os cidadãos das chamas ou o policial que enfrenta o crime. Entretanto, para se tornar arquetípica, a atuação heróica deve ingressar no seio da imaginação objetiva, isto é, deve ser descrita em um livro, uma saga, uma pintura etc. Sendo assim, um ato pode ser heróico sem ser arquetípico.

Os arquétipos exercem uma importante função na cultura. Como são modelos exemplares de conduta, para o bem ou para o mal, as pessoas podem se identificar com eles. Identificar-me é imaginar que eu sou o herói. Esta identificação é um processo essencial da vida e uma das razões para existir a cultura. Nós aprendemos por imitação e, imitar os bons exemplos, é parte essencial do amadurecimento pessoal na sociedade.

Quando uma criança faz um gol na pelada e grita "gol do Pelé!", ela está imaginando e se identificando com um arquétipo do futebol. Ou, quando outra criança dança "é o tchan", imitando as bailarinas profissionais, igualmente. A identificação é um processo natural e ocorre sejam quais forem os arquétipos "disponibilizados" pela cultura.

Se alguém corta os cabelos como a atriz da novela, ou compra a cerveja que o ídolo esportivo bebe, ou compra os sapatos que a modelo internacional indica, todos estes são exemplos de identificação. Identificação e projeção são mecanismos básicos e usuais de marketing e publicidade.

Um segundo arquétipo é a figura do vilão, ou vilã. Algumas vezes, o herói enfrenta as controvérsias da natureza ou do destino mas, outras vezes, também, pode enfrentar um opositor que, pelas mais variadas motivações, torna-se seu inimigo e que tenta atrapalhá-lo ou, mesmo, matá-lo. O trapaceiro Dick Vigarista é o vilão dos desenhos animados Corrida Maluca (Wacky Races, 1968). O Coringa é o vilão da série de cinema e história em quadrinhos Batman. Lord Voldemort é o vilão da série de livros Harry Potter. Malévola é a vilã do conto de fadas A bela adormecida. O vilão é a personificação do mal e o clímax de uma narrativa assim é a morte do vilão e a vitória final do herói.

Mata Hari
Linda, sedutora e perigosa.
"Cartão postal de Mata Hari em Paris"
Fotógrafo: Lucien Walery,
fonte: Wikipedia,
licença de uso: domínio público.

Um terceiro arquétipo que destacaremos é o do sedutor, ou sedutora. Talvez, o mais famoso de todos os sedutores é Giacomo Casanova. Aventureiro, escroque, devasso, libertino e, principalmente, conquistador de mulheres incorrigível, teve a sua vida guindada ao imaginário objetivo da cultura, por ter sido descrita em livros, peças de teatro, pinturas etc. Seu sobrenome, Casanova, chegou a tornar-se um adjetivo na linguagem cotidiana. Por outro lado, uma das mais famosas sedutoras da história foi a bailarina e espiã Mata Hari (Margaretha Gertruida Zelle). Bela e ousada, Mata seduziu e roubou segredos militares durante a primeira guerra mundial. Espionou tanto de franceses quanto de alemães. Foi descoberta e condenada à morte por fuzilamento, em 15 de outubro de 1917. Vários livros e, ao menos, dois filmes foram produzidos sobre sua eletrizante e curta vida.

O último dos arquétipos que destacaremos é o do sábio, ou sábia, embora este nem de longe seja o último dos arquétipos da cultura. O sábio é o personagem que tem detém as informações necessárias para que o herói alcance seus propósitos. Mestre Yoda é o sábio por detrás das peripécias do herói Luke Skywalker, da saga Guerra nas Estrelas, de George Lucas. Pai Mei é o sábio violento e maldoso que orienta a heroína Beatrix Kiddo em sua busca de vingança, na série Kill Bill, de Quentin Tarantino. Maude é a sábia septuagenária que ensina ao confuso jovem Harold a maravilha de viver no filme Ensina-me a viver, de Hal Ashby.

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