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Miró, Personagens na noite guiados pelos rastros de lesmas fosforecentes, 1940, gouache & tinta sobre papel, coleção privada, U.S.A.
Um universo de sonho habita as telas de Joan Miró.
A miríade de personagens expressa uma imaginação febril.

A imaginação é o poder que tem a mente em evocar ou produzir imagens, muitas vezes independentemente da presença dos objetos aos quais estas imagens se referem.
A maioria de nós dispendemos grande parte do nosso dia-a-dia nas vivências imaginárias.
A origem do imaginário está, por exemplo, nos sonhos, onde vivemos as mais diversas situações, impossíveis e extraordinárias; nos desejos, onde a imaginação nos traz à mente, com insistência, o objeto desejado; nos estados de consciência alterados por produtos alucinógenos.
A oferta de imaginário para o consumo cotidiano é uma das indústrias mais rentáveis contemporaneamente, a indústria do entretenimento. Quando somada à paixão, a imaginação pode adulterar o senso de realidade com o qual ancoramos nossa consciência ao convívio alheio, produzindo os mais diversos estados psicóticos. O mito é fruto da imaginação e também uma sua fonte.

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