
Munch, 1893, O grito, caseína, crayon e têmpera sobre tela, Nasjonalgall Gallery, Oslo, Noruega.
O artista deforma a figura e converte-a num grito contra a tradição clássica da pintura.
A associação entre o belo e o bom teve por conseqüência a associação entre o feio e o mau.
Assim, as personagens más das estórias infantis são feias, como as bruxas, enquanto as heroínas são formosas.
Satanás é representado em formas monstruosas nas catedrais góticas, e sua feiúra tem por finalidade colocar o fiel no caminho da virtude através do medo.
Se toda a arte de estilo clássico desde os gregos buscava ser bela, o século XX vai resgatar o feio como um instrumento da luta modernista contra o classicismo.
Ao abandonar o belo, as vanguardas abriram todo um leque de novos sentimentos estéticos.
O objeto feio pode ser expressivo, trágico, grotesco, perturbador ou inventivo e, é claro, sua observação pode causar grande prazer.
O século XX desenvolveu um gosto pelo feio. Formalmente, podemos definir o feio como o oposto visual do belo, isto é, como o que se apresenta disforme, desordenado ou desproporcional.


