
A empatia pode se estabelecer sobre a percepção de um ritmo. Na arquitetura, os ritmos estão presentes pela repetição de elementos, como as colunas egípcias do exemplo. As repetições arquitetônicas tornam estável o universo vivencial da comunidade, criando uma experiência serena de imutabilidade.
É a união ou assimilação emocional com outros seres ou objetos (que parecem animados). Adotando uma postura corporal semelhante à postura corporal de outro ser - pela tendência que temos à imitação - poderíamos vivenciar um sentimento análogo ao sentimento do ser que imitamos.
É como se nós pudéssemos nos colocar em lugar do outro, conhecer-lhe o eu mais profundo, seus sentimentos e aspirações. Para muitos, a empatia é a base da compaixão e da solidariedade, tanto pessoal quanto social.
Outra ocorrência de processos empáticos se dá pela atuação do ritmo em nossa psique. Como diz o refrão da música popular, atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu... Especialmente os ritmos da música são capazes de alterar nosso estado de espírito, muitas vezes levando-nos à euforia
embriagante, como no carnaval, por exemplo.


