Conceito estético da "Admiração"

© Texto de João Werner

A admiração é a atitude psicológica que nos ocorre quando encontramos um objeto (ou ser vivo) que não se enquadra em nossos hábitos e experiências cotidianas. Um objeto que é, aos nossos olhos, inusitado e imprevisto.

O objeto transcende nossos padrões interpretativos habituais, causando-nos um misto de atração e maravilhamento que nos subtrai a atenção e, às vezes, a própria consciência.

É a admiração a razão dos antropólogos encontrarem objetos bizarros nos fundos de cavernas, tais como, por exemplo, conchas e cristais em formatos inusitados. Eles foram colecionados por algum ancestral paleolítico nosso, maravilhado pelas formas ou coloridos incomuns.

É a admiração que nos leva a cultuar a personalidade alheia, os atores da televisão e os ídolos do esporte. Este sentimento é a mola propulsora da rentável indústria cultural que são as revistas de fofocas de ricos e famosos.

A admiração, muitas vezes, nos oblitera o senso crítico, nos inibe a avaliação ou, mesmo, adultera a correção de nossos juízos.

Isto explica, em parte, a espetacularidade de certos eventos políticos. Obtendo a admiração dos seus espectadores, conseguem aumentar a aceitação de suas propostas ou ideologias, vistas com menos restrições por um maior número de pessoas admiradas.

O sentimento da admiração

O conceito estético da admiração identifica um tipo de sentimento, isto é, a admiração é um conceito próprio do âmbito do sujeito e não do âmbito dos objetos. Assim, admirar significa sentir de um modo especial em relação ao mundo. É um sentimento prazeroso em sua essência, um misto de intensa surpresa, encantamento e sedução.

Entretanto, a admiração só ocorre diante de um tipo específico de objetos. Como já dissemos, o objeto paciente da admiração nunca é parte do conjunto dos objetos usuais e corriqueiros de nosso dia-a-dia. Desta maneira, previamente à admiração, existe uma cognição. Eu comparo, mentalmente, o objeto que percebo pela primeira vez ao conjunto dos objetos que guardo na memória, mesmo que por uma fração de segundos. Só depois de me tornar consciente de sua novidade extraordinária é que posso me admirar (ou não).

Resumindo, a admiração é um sentimento do sujeito percebedor porém dedicado exclusivamente a um tipo específico de objetos, os superlativos ou inusitados.

Na comédia cinematográfica "Os deuses devem estar loucos", por exemplo, um piloto joga uma garrafa de vidro de Coca-cola pela janela de seu avião. A garrafa cai ao solo, aos pés de uma tribo primitiva de indígenas africanos. Para o repertório da nossa cultura contemporânea, esta garrafa é, apenas, um objeto comum e corriqueiro mas, para a tribo primitiva, ao contrário, é um objeto absolutamente incomum e, portanto, admirável. O repertório dos aborígenes foi transcendido totalmente pela garrafa de vidro. O filme narra, de um modo cômico, a epopéia de um dos aborígenes da aldeia, o qual parte em busca dos "deuses", com o intuito de devolver-lhes aquele presente incomum e, afinal, indesejado.

"Os deuses devem estar loucos", filme
Os Deuses Devem Estar Loucos (The Gods Must Be Crazy), 1980.
diretor: Jamie Uys.
elenco: N!xau, Marius Weyers, Sandra Prinsloo.
fonte: Wikipedia e Youtube.

Admirar é contemplar. Diante do objeto inusitado, ficamos absortos pela sua qualidade inusitada, isto é, quando nos admiramos, somos inundados emocionalmente pela percepção do objeto incomum, ao ponto de serem reduzidas nossas cognições posteriores. Admirar é, assim, uma atitude passiva.

Um bebê recém nascido vive em um estado constante de admiração pois percebe as menores coisas pela primeira vez, e tudo o que ele vê é novidade para si. Porém, conforme passam-se as décadas, o mundo vai perdendo o seu frescor e o sentimento de admiração vai diminuindo, aumentando, inversamente, o sentimento de tédio. Admiração e tédio são sentimentos estéticos opostos e antagônicos. Nada do que é admirável pode ser, ao mesmo tempo, tedioso. E vice-versa.

Por outro lado, a admiração não é um sentimento exclusivamente produzido pela percepção direta dos objetos pois, pode ocorrer, também, através de uma cognição. Por exemplo, posso ficar extremamente admirado quando fico sabendo que 1,5 kg de trufa alba branca foi vendida, recentemente, por US$ 160.000,00 em um mercado de Honk Kong. Observar a trufa, apenas, (vista abaixo) jamais produziria em mim qualquer admiração mas, ser informado de seu valor de venda, sim.

Trufa alba branca
A trufa alba branca.
"As dez comidas mais caras do mundo",
fonte: Top 10 Mais.

Conseqüências da admiração

Uma das conseqüências da admiração é ter-se atração pelo objeto que se admira. Eu quero o objeto admirável para mim, quero compreendê-lo, quero possuí-lo física e (ou) intelectualmente. Assim, a admiração pode nos levar a desenvolver uma afeição, amor ou, mesmo, obsessão pelo objeto admirável.

Esta afeição pelo admirável é encontrada, por exemplo, no livro (e filme) "O Senhor dos Anéis" (link para os livros na Wikipedia), de J. R. R. Tolkien. Como se lembram todos os que leram os livros (ou viram os filmes), o maravilhoso anel tinha esse poder (dentre muitos outros poderes), de enfeitiçar a todos os que entravam em contato com ele. O melhor exemplo deste encantamento e obsessão pelo anel pode ser visto no personagem Gollum o qual, após perder a posse do anel, passa por toda a estória a buscar uma maneira de resgatá-lo, mesmo que às custas de métodos e artifícios malévolos.

O personagem Gollum
O personagem Gollum e o anel, do filme "O Senhor dos Anéis" ("The Lord of the Rings"), 2001-2003.
autor dos livros: J. R. R. Tolkien.
Diretor dos filmes: Peter Jackson
fonte: Wikipedia.

Acompanhando esta linha de argumentação, podemos dizer que a admiração pode nos levar à curiosidade, a qual é a origem da ciência. A pesquisa científica dedica-se a tornar o mundo reconhecível e funcional, isto é, em outras palavras, um cientista dedica-se a uma atividade profissional que, ao fim, elimina todas as sombras e mistérios do mundo. Assim, com todo o progresso humano e social resultante do necessário desenvolvimento do conhecimento científico, a admiração estética é a primeira "vítima" da pesquisa. A admiração origina a curiosidade mas, quando esta curiosidade é saciada, a admiração diminui.

A partir do que viemos argumentando, portanto, é próprio da admiração ser irracional. Isto é, quando eu conheço um objeto completamente, ele ingressa em meu repertório cognitivo e deixa de ser, portanto, inusitado para mim. A familiaridade que eu possa ter, porventura, para com um objeto reduz a intensidade de minha admiração. Assim, podemos afirmar que a admiração que eu sinto por um objeto é inversamente proporcional ao conhecimento que eu tenha dele. Disso decorre que são conceitos antagônicos, também, a admiração e o conhecimento.

Ou, dito em outras palavras, minha admiração por algo pode me levar a ignorar os seus possíveis defeitos. Ou, também, a admiração pode me deixar distraido quanto a possíveis efeitos colaterais do objeto que admiro.

O melhor exemplo desta condição obnubiladora da admiração está no marketing contemporâneo que se funda sobre a personalidade carismática. Admirados pelo carisma de uma atriz ou de um ator famosos, por exemplo, compramos os produtos que são expostos junto a eles, em filmes, novelas, publicidades etc. Nosso senso crítico é reduzido (ou eliminado) pelo encantamento que estas personalidades incomuns nos propiciam.

No exemplo abaixo, vemos um fragmento do filme "O diabo veste Prada", onde a personagem Miranda Priestly (Meryl Streep), editora de moda, utiliza-se de um computador da marca Apple. É uma personagem poderosa dentro do enredo do filme e o uso do computador, por ela, é totalmente acessório. O modo em que a cena é enquadrada não deixa dúvidas quanto à explícita apresentação da logomarca da Apple.

"O diabo veste Prada", filme
 "O diabo veste Prada" (The Devil Wears Prada), 2006.
direção: David Frankel.
Estúdio: Fox Filmes.
fontes: Wikipedia e Youtube.

Por outro lado, em circunstâncias equivalentes, a admiração cega pode nos levar a reais prejuízos físicos ou materiais. Assim, alguns objetos culturais de grande admirabilidade têm uma produção que envolve materiais que são venenosos ou prejudiciais à saúde, tal como ocorreu, por exemplo, com a produção dos vitrais medievais. No passado, estes vitrais eram compostos sobre uma estrutura linear de chumbo, a qual criava separações entre os vidros coloridos. O chumbo é, infelizmente, um metal pesado altamente tóxico. Assim, embora os vitrais sejam tesouros culturais admiráveis, sua produção acarretou na morte por envenenamento de muitos artesãos. Nos dias de hoje, o uso do chumbo está proibido nesta arte.  (fonte: Wikipedia).

Vitral norte da Catedral de Chartres
"Vitral nordeste da Catedral de Chartres".
foto de Eusebius (Guillaume Piolle).
fonte: Wikipedia.
licença de uso: domínio público.

Outro caso, tragicamente famoso, em que a admiração produz conseqüências nefastas foi o do envenenamento por Césio 137 em Goiânia (na Wikipedia), em 1987. Na época, um grupo de trabalhadores de um ferro-velho daquela cidade encontrou um aparelho utilizado em radioterapias, deixado irresponsavelmente em uma clínica abandonada. Sem saber do extremo perigo a que estavam sendo expostos, os trabalhadores desmontaram o equipamento e retiraram, inadvertidamente, o material radioativo. Encantados pelo brilho azulado que o material emitia no escuro, os vizinhos e moradores próximos foram contaminados mortalmente ao manusear o césio. As conseqüências foram cinco falecimentos diretamente conectados e dezenas de outras pessoas com graves seqüelas.

Não fosse o césio tão admirável visualmente e, com certeza, as conseqüências  deste acidente teriam sido muito menores, especialmente o alcance do envenenamento que o seu manuseio provocou naquela comunidade.

Os objetos admiráveis

É praticamente infinita a lista dos objetos admiráveis pois eles dependem, como já mostramos, do repertório cognitivo do sujeito apreendedor. Como vimos, um mesmo objeto pode ser muito admirável para alguém e, ao contrário, muito corriqueiro para outrem. Entretanto, abaixo, elaboramos uma pequena lista com alguns dos mais relevantes objetos admiráveis.

É admirável o objeto que é muito bem adaptado à sua finalidade ou, em outras palavras, é admirável o objeto que é muito útil.

Dentre os objetos funcionais mais admiráveis estão as conhecidas espadas katana japonesas. Produzidas artesanalmente através de um método secular, estas lâminas são, ao mesmo tempo, extremamente afiadas e flexíveis. Isso é obtido ao se envolver um núcleo de aço flexível em uma capa de aço duro, como se fosse um sanduiche. Desta maneira, estas espadas cortam com muita facilidade mas, entretanto, sem se quebrar com o impacto de outras espadas.

Por séculos esta obra prima do artesanato militar impressionou a todos, tornando legendárias estas armas mortais.

Kill Bill
A personagem Beatrix Kiddo (Uma Thurman) empunha uma espada katana japonesa, no filme "Kill Bill".
Direção: Quentin Tarantino.
Roteiro: Uma Thurman e Quentin Tarantino.
Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen, Daryl Hannah, Julie Dreyfus, entre outros.
fontes: Wikipedia e Yotube..

É admirável o que é muito valioso financeiramente

Já falamos antes das admiráveis trufas milionárias.

Aqui, apresentaremos uma das mais caras obras de arte contemporânea. Trata-se de um crânio humano real, cravejado por diamantes, "criado" pelo artista britânico Damien Hirst. A escultura chama-se "For the Love of God" ("Pelo Amor de Deus") e foi vendida, em 2007, por US$ 100 milhões de dólares. Assim, tornou-se a obra de arte mais cara de um artista vivo.

Caveira de cristal de Damien Hirst
Damien Hirst, "For the Love of God", crânio cravejado por diamantes.
fonte: O Globo..

Além de seu preço exorbitante, a escultura é admirável também por haver se utilizado de uma parte real de um corpo humano. Causa espécie, para quem a aprecia, o grotesco de sua concepção, porém, a escultura é, ao mesmo tempo, luxuosa. Banaliza o corpo (e a morte) ao vendê-lo como a um objeto mas dá-lhe um revestimento com aquilo que há de mais desejável, os diamantes.

É admirável o objeto que é único: a originalidade

A admiração pelo que é único ou incomparável tem diversas ocorrências em nossa cultura. Uma das mais conhecidas aplicações da admiração pelo que é único ocorre no colecionismo de selos, moedas ou cédulas. Como moedas, selos e notas são produzidas em gigantescas séries uniformes, quaisquer defeitos de impressão podem acarretar em um interesse maior por parte dos colecionadores pois a nota com defeito torna-se única, dentre a série total homogênea.

Abaixo, vemos uma nota de mil escudos, portuguesa, a qual tem um pequeno defeito de impressão, isto é, o papel do canto inferior esquerdo ficou dobrado durante a impressão e o corte da nota. Pode-se compará-la com a nota perfeita, reproduzida mais abaixo.

Nota de mil escudos de Portugal, defeituosa Mil escudos de Portugal
fonte: Fórum de Numismática e Notafilia e Filatelia Carlos Fonseca..

É admirável aquilo que não é razoável: o ilógico

Em nossa cultura atual, o background social é, essencialmente, racional. Pautamos nossas ações diárias, tanto profissionais quanto educacionais, em regras e procedimentos racionais. Seguimos horários e agendas; obedecemos a regras de trânsito e de condutas; traçamos planos para alcançar metas e objetivos, etc.

Sendo assim, qualquer irrupção da irracionalidade em nossa vida cotidiana é cercada de interesse e admiração. Por exemplo, causa-nos espanto e admiração se alguém ganha uma bolada na loteria ou, desafortunadamente, bate o carro em uma rua ou estrada. Quanto vezes já não vimos, na via pública, vários transeuntes parados, observando um acidente de trânsito?

Um dos mais belos e interessantes exemplos de irracionalidade na literatura é o livro "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carrol. Alice é uma garotinha prática e racional que, em um passeio com sua irmã pelo quintal, vê um incomum e apressado coelho, o qual usa colete e relógio de bolso. Admirada e curiosa, persegue o coelho inusitado mas, este é mais rápido e Alice acaba caindo em um buraco no chão, uma toca sem fundo.

A partir daí, Alice vivencia as mais absurdas e irracionais situações, tais como crescer até atingir 2,5 metros de altura e chorar tanto que cria um lago de lágrimas. Também encontra-se com um gato invisível e é perseguida pela rainha de copas do baralho, entre outras aventuras. Na animação abaixo, ilustrada por Disney em 1951, vemos Alice participando do surreal "Chá de Loucos", com os personagens do Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Arganaz.

Alice no País das Maravilhas, Disney
Animação "Alice no País das Maravilhas" (1951).
Direção: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson & Hamilton Luske.
Produção: Walt Disney Pictures.
fontes: Wikipedia (livro), Wikipedia (animação) e Youtube.

É admirável aquele que é muito habilidoso ou a demonstração de habilidade

Todas as atividades humanas que envolvam destreza motora têm os seus praticantes mais talentosos e, portanto, mais admirados. No futebol, por exemplo, temos os jogadores mais habilidosos, cujas atuações encantam aqueles que admiram suas habilidades, tais como o brasileiro Pelé (Edson Arantes do Nascimento, na Wikipedia), o qual, segundo os experts, foi o mais habilidoso futebolista de todos os tempos.

Outro brasileiro cujo talento é muito apreciado é o jogador Alex (Alexsandro de Souza, na Wikipedia). Em 2002, em uma partida válida pelo torneio "Rio-São Paulo", Alex fez um dos gols mais admiráveis do futebol recente, aplicando dois chapéus em defensores do São Paulo Futebol Clube, o último deles no goleiro Rogério Ceni, na vitória da Sociedade Esportiva Palmeiras por 4 a 2.

Gol do Alex do Palmeiras
fonte: SporTV, Rede Globo de Televisão, Youtube.

É admirável quem é muito pessoal: culto à personalidade, ao chefe, à estrela de TV etc.

O conceito de carisma indica aquela qualidade peculiar de personalidade que faz algumas pessoas serem mais admiráveis do que outras. É uma característica misteriosa e "magnética", a qual torna os seus possuidores pessoas fascinantes e destacáveis. A presença de uma personalidade carismática atrai os olhares e as atenções.

O carisma não é uma qualidade associada à juventude ou à beleza de um indivíduo. Nem é associada à sua inteligência, riqueza ou simpatia. Uma pessoa pode possuir todas estas qualidades descritas anteriormente e, ainda assim, não ser uma pessoa carismática. Por outro lado, nós podemos admirar alguém que possua quaisquer das características anteriores, independentemente de seu carisma.

Abaixo, vemos uma animação com 4 pessoas admiráveis: Mahatma Gandhi, Bill Gates, Tancredo Neves e Nikola Tesla (links na Wikipedia). Cada uma destas pessoas é extremamente admirada por uma virtude em particular. Entretanto, nenhuma delas possui grande carisma. O que admiramos nestas figuras é a sua inteligência, sua integridade, sua coragem, seu propósito etc. Porém, são pessoas que, se as desconhecêssemos, prestaríamos muito pouca atenção a elas em uma rua.

Quatro figuras admiráveis
Personalidades extraordinárias e admiráveis, mas nenhuma com grande carisma.

Ao contrário, por outro lado, uma das mais carismáticas atrizes do cinema foi Marilyn Monroe (Wikipedia). Além de extremamente bela e sensual, Marilyn tinha aquela qualidade "magnética" que fazia dela sempre o centro das atenções, onde quer que estivesse. Abaixo, vemos uma de suas performances, como a personagem Lorelei Lee, cantando "Diamonds are a Girl's Best Friend" ("Os diamantes são os melhores amigos das garotas"). Quaisquer outras virtudes da atriz (sua inteligência, bom humor etc.) ficam em segundo plano, diante do encantamento que seu grande carisma provoca em seus fãs.

Marylin Monroe
"Os Homens preferem as loiras" ("Gentlemen Prefer Blondes"), 1953.
direção: Howard Hawks.
elenco: Marilyn Monroe, Jane Russell, Elliott Reid, Tommy Noonan, Taylor Holmes.
Produtora: 20th Century Fox.
fonte: Wikipedia e Youtube.

Outro ator carismático do cinema recente foi Marlon Brando (Wikipedia). Abaixo, vemos o ator contracenando com Vivian Leigh na adaptação para o cinema da peça teatral "Um bonde chamado desejo", de Tennessee Williams.

Marlon Brando, Um bonde chamado desejo
Stanley Kowalski (Marlon Brando) e Blanche DuBois (Vivian Leigh) conversam no filme "Um bonde chamado desejo" ("A Streetcar Named Desire"), 1951.
Direção: Elia Kazan
Roteiro: Oscar Saul
Elenco: Vivien Leigh, Marlon Brando, Kim Hunter, Karl Malden.
fontes: Wikipedia e Youtube.

O carisma explica, em parte, a fascinação que nos provocam certas personalidades, mesmo quando estas personalidades não dispõem de outras grandes virtudes admiráveis ou, inclusive, mesmo quando são personalidades sabidamente perversas. É por esta razão que até mesmo os vilões podem ser carismáticos.

Dentre os vários vilões carismáticos do cinema, destacamos Darth Vader, da saga "Guerra nas Estrelas" ("Star Wars"). Sua figura sinistra e respiração difícil criam um vilão assustador e imponente.

Darh Vader
O personagem Darth Vader (David Prowse) no filme "Guerra nas Estrelas - Episódio IV - Uma Nova Esperança".
Direção e roteiro: George Lucas.
Produtora: Lucasfilm
Distribuição: 20th Century Fox
fonte: Wikipedia e Youtube.

Darth Vader foi um extraordinário vilão, em uma distante galáxia, e suas maldades foram sofridas pelos heróis daquela saga futurística.

Entretanto, outros vilões bem mais cotidianos e, moralmente, bem mais perversos, também podem ser extraordinariamente carismáticos. O vilão Walter White (Bryan Cranston), da série de televisão "Breaking Bad", é um exemplo. De um pacato professor de química, insosso e comum, pai de família, Walter vai progressivamente se transformando em um traficante malévolo e, de acordo ao roteiro da série, tornando-se cada vez mais fascinante. Sua personalidade deixa de ser bondosa, como no início da série, para se transformar em extremamente danosa socialmente, porém, carismática.

A admiração que este vilão nos provoca, como telespectadores, nos conduz a uma verdadeira inversão de valores, onde passamos a torcer, não pelo sucesso dos justos mas, sim, pela sobrevivência de Walter, isto é, pela vitória do mal.

Assim ocorre com o conceito estético da admiração.

Walter White
O ator Bryan Cranston caracterizado como Walter White.
Breaking Bad, 2008-2013.
Diretores: Michelle MacLaren e Michael Slovis.
Produtores executivos: Vince Gilligan, Mark Johnson e Michelle MacLaren.
Elenco: Bryan Cranston, Anna Gunn, Aaron Paul, Dean Norris, Betsy Brandt, RJ Mitte.
Emissora de televisão: AMC.
fonte: Wikipedia.

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